25 de julho de 2011

Como um prédio em reforma...

Metade de um ano já se foi, minhas férias acabando, percebo que muita coisa mudou. Aqueles pedidos feitos na virada do ano já não fazem mais sentido, os planos são outros, coloquei e tirei pessoas da lista, troquei lugares, preferências e opiniões. Resgatei sentimentos, sonhos e me desfiz de coisas que julgava inúteis.
Essa mudança toda só enfatiza o quão diferente podemos ser em um curto espaço de tempo. Tudo depende do contexto, dos motivos e das vontades que nos movem a essa mudança. Sim, ela me fez bem. Sinto como se tivesse reconstruído uma casa, mudado seu conceito, seus valores, suas cores, dando um novo sentido para aqueles que ali habitarão. Vazia, essa casa perde o brilho e é esse o problema que sempre enfrento. Escolher os novos moradores!
Esses últimos dias me deixaram com uma pitadinha de receio quanto a vontade de ocupar os quartos vazios. Toda a mudança, aquele entra e sai de pessoas, deixou marcas, alguns arranhões no mobiliário, no piso, e nem sempre uma reforma consegue esconder totalmente. Os novos inquilinos perceberão se eu nada fizer para cobrir. Eis minha tarefa: ou remodulo tapando os buracos, preenchendo com novos sentimentos, ou então tenho que derrubar todas as paredes e construir novamente um ambiente acolhedor.
Não é tão simples decidir o que fazer com aquele espaço cheio de lembranças, não pense que é simplesmente gritar : " Tragam o TRATOR!!!!!"; Há muito o que tirar, que transferir para outros cômodos, e quem decide o que fica e o que sai , sou eu, portanto, complicado!

O importante é que resolvi mudar e que a melhor solução é ocupar os quartos. Vou ajeitando aos poucos , inserindo novidades, luzes, cores mais vibrantes, deixando o lugar com uma nova cara, mas mantendo ali o que foi importante.Somos feitos do que fizemos no passado, do que sentimos hoje e do que queremos fazer amanhã... O que passou ajudou a construir o que somos e nos guiou à trilhar o caminho futuro...

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