"Falar é completamente fácil, quando se têm palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
/Carlos Drummond de Andrade/
Ela abriu os olhos e se viu embalada pelo ritmo.
Pouco havia o que dizer, como se houvesse algo a ser dito, mas em poucos segundos ela seria jogada e trazida de volta aos braços sem qualquer medo.
Deixava-se levar por cada nota, pela melodia como se mais nada existisse a sua volta.
As luzes piscavam, os olhos se guiavam, seguiam um ao outro como se fosse algo vital. Não existia pessoas, coisas, lembranças, existia apenas o momento. Tudo se perdia diante das voltas, do aconchego, do cheiro, do abraço.
Quando tudo cessou, a luz apagou, fechou os olhos e foi jogada sobre os lençóis. Foram alguns segundos, mas o suficiente para entender.
Era capaz de sentir o cheiro que ficara em seu pensamento, o calor que ainda estava em seu corpo.
Pegou-se sorrindo, simplesmente sorrindo. A única coisa em que conseguia pensar era nos passos, nos rodopios, nos braços passando de um lado ao outro da forma mais sutil que já pudera imaginar. Abriu os olhos novamente e se esticou o máximo que pode em meio aos lençóis. Virou para um lado, para o outro, jogou os travesseiros para longe e abriu a cortina.
O dia estava lindo lá fora, sem nuvens, o sol já estava acima do esperado. No entanto para ela ainda estava em tempo. Se desejasse ainda poderia voltar aos travesseiros, fechar os olhos e sonhar novamente...
#Quando eu vejo você, A minha boca seca, A mão congela, O sangue ferve, De onde vem tanto poder (8)
Aprendi que guardar sentimentos muito fortes e palavras pode fazer mal, então busquei uma forma de expressar toda confusão que passa em minha mente!
Mostrando postagens com marcador Carlos Drummond de Andrade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carlos Drummond de Andrade. Mostrar todas as postagens
3 de julho de 2012
17 de abril de 2012
Um Ser e o Sentimento do Mundo
Os dias não têm sido fáceis. Mesmo colocando o blog em reforma sinto uma vontade enorme de escrever, jogar para fora o que me sufoca. Sinto como se estivesse numa caixa de vidro, fugindo de tudo, todos, qualquer, tentando afastar-me do que faz mal.
No entanto, percebo que ao mesmo tempo que me fazem mal, algumas dessas coisas / pessoas, sentimentos, situações / me fazem bem, me deixam feliz, me tiram sorrisos e isso fica incompreensível para meu pequeno ser.
Como deixar de levar comigo, como não continuar dando de mim aos que tanto amo, que aprendi a amar, admirar?
Somos humanos passíveis de erros, acertos, não tenho como julgar senão pelos meus valores. Estes, tão rígidos, onde busco um meio-termo. O fato de achar que todos agirão de forma correta, de transferir para minhas costas as responsabilidades do mundo, de me preocupar ate com quem não se importa, torna o incrível milagre da VIDA um fardo tão pesado que não me dá o prazer de viver o presente...
Resolvi então buscar palavras de imortais. Tentando humildemente respostas para esse vazio infiltrado.
" Estou preso a vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
(...)
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente."
Entendo Drummond, sendo que independente do futuro, de quanto tempo leve para chegar ao final, estar sozinho não é a solução. Não se vive sozinho neste mundo, para isso existe família, amigos, companheiros."Vamos", uma ordem para seguir em frente. Viver, vivendo, aprendendo, chorando, sorrindo, amando.
" Que pode uma criatura senão,
Entre criaturas, amar?
Amar e esquecer,
Amar e mal amar,
Amar, desamar, amar?"
Amo tanto, que por amar tanto, erro. Preocupo-me tanto, que de tanto cuidar, sufoco. Afasto-me tanto, que por não querer que sofram junto, faço sofrer.
/Noites em claro, derrubando o mundo pelos olhos, fazendo sofrer quem tanto amo, mesmo me abrindo os olhos./
No entanto, percebo que ao mesmo tempo que me fazem mal, algumas dessas coisas / pessoas, sentimentos, situações / me fazem bem, me deixam feliz, me tiram sorrisos e isso fica incompreensível para meu pequeno ser.
Como deixar de levar comigo, como não continuar dando de mim aos que tanto amo, que aprendi a amar, admirar?
Somos humanos passíveis de erros, acertos, não tenho como julgar senão pelos meus valores. Estes, tão rígidos, onde busco um meio-termo. O fato de achar que todos agirão de forma correta, de transferir para minhas costas as responsabilidades do mundo, de me preocupar ate com quem não se importa, torna o incrível milagre da VIDA um fardo tão pesado que não me dá o prazer de viver o presente...
Resolvi então buscar palavras de imortais. Tentando humildemente respostas para esse vazio infiltrado.
" Estou preso a vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
(...)
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente."
Entendo Drummond, sendo que independente do futuro, de quanto tempo leve para chegar ao final, estar sozinho não é a solução. Não se vive sozinho neste mundo, para isso existe família, amigos, companheiros."Vamos", uma ordem para seguir em frente. Viver, vivendo, aprendendo, chorando, sorrindo, amando.
" Que pode uma criatura senão,
Entre criaturas, amar?
Amar e esquecer,
Amar e mal amar,
Amar, desamar, amar?"
Amo tanto, que por amar tanto, erro. Preocupo-me tanto, que de tanto cuidar, sufoco. Afasto-me tanto, que por não querer que sofram junto, faço sofrer.
/Noites em claro, derrubando o mundo pelos olhos, fazendo sofrer quem tanto amo, mesmo me abrindo os olhos./
Marcadores:
Carlos Drummond de Andrade
Assinar:
Postagens (Atom)

